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sexta-feira, 24 de abril de 2009

O ego foi de férias...

O meu professor de Psicologia do 12º ano chama-se Pestana. Ou pelo menos era assim que o chamavam… Tenho ainda, uma vaga ideia da imagem dele. Alto esguio e meio careca. Tinha também uns óculos pequenos. Era um porreiro. Até o ouvia com a atenção devida… E se o vir na rua não contenho um “Olá Professor, boa tarde…”.

A psicanálise foi um tema que me fez abrir o olho mais que o costume… mas sempre descontextualizando a matéria para os lados da criatividade…

Por outro lado, quando se fala de algo pouco palpável como o consciente, para quem vive constantemente com uns óculos cor-de-rosa que fazem ver o mundo sempre melhor do que realmente é, difícil acaba por ser, não descontextualizar todo o conteúdo que se encontra dentro do psíquico…

Ora bem.

De uma forma muito pouco científica, a minha interpretação das aulas sobre psicanálise do Pestana levaram-me a esta conclusão:

O meu Id nasceu comigo e representa todos os instintos, impulsos e desejos manifestados de forma inconsciente. Muitas das vezes quando não entendo porque raio fiz tamanha idiotice, agora já posso culpar alguém… Ou pelo menos alguma coisa… O caso do Super-Ego é diferente. Foi-me implementado. Aparece no sentido de reprimir as pulsões do Id, uma espécie de “alto aí e para o baile”, vamos é fazer o que moralmente é aceite… Aparecendo também inconscientemente.

Falta então apresentar o Ego. No meio de tanta vontade inconsciente é necessário haver alguém que saiba, ao menos, que existe… Aqui aparece o meu Ego. Cá anda, aos encontros e solavancos, quer com o Id, quer com o Super Ego… Tadito. A ver se orienta. Curioso é o facto do meu consciente muitas das vezes trabalhar de forma tão neutra que quase que parece inconsciente… Na realidade parece que não está por aqui e vivo então na Republica das Bananas…

Após tal lição, levada por mim com a maior das leviandades… ponderei mesmo, se em várias ocasiões da minha vida, o meu ego não foi de férias… é que, muitas vezes, juro que parece!